quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Edmond Plauchut
Por: Alice Melo
Foi em 1906 que Santos Dumont voou num avião pelo centro de Paris e ganhou o título de pai da aviação. Apesar de o inventor ser de origem brasileira, o “esporte de alto risco” só aterrissou deste lado do Atlântico algum tempo depois. Em 22 outubro de 1911, na cidade do Rio de Janeiro, um mecânico chamado Edmond Plauchut aceitou um desafio anunciado pelo jornal “A noite” e levantou voo num aeroplano francês para ganhar a recompensa de dez contos de réis. O aventureiro quase concluiu o itinerário – que consistia em sair da Praça Mauá, contornar a Ilha das Cobras e pousar na Ilha do Governador – mas, por um motivo misterioso, caiu no mar antes de completar a trajetória. O prejuízo foi só material. Plachut não ficou ferido e ainda entrou para a história como o homem que inaugurou a aviação no Brasil, apesar das controvérsias.
Foi em 1906 que Santos Dumont voou num avião pelo centro de Paris e ganhou o título de pai da aviação. Apesar de o inventor ser de origem brasileira, o “esporte de alto risco” só aterrissou deste lado do Atlântico algum tempo depois. Em 22 outubro de 1911, na cidade do Rio de Janeiro, um mecânico chamado Edmond Plauchut aceitou um desafio anunciado pelo jornal “A noite” e levantou voo num aeroplano francês para ganhar a recompensa de dez contos de réis. O aventureiro quase concluiu o itinerário – que consistia em sair da Praça Mauá, contornar a Ilha das Cobras e pousar na Ilha do Governador – mas, por um motivo misterioso, caiu no mar antes de completar a trajetória. O prejuízo foi só material. Plachut não ficou ferido e ainda entrou para a história como o homem que inaugurou a aviação no Brasil, apesar das controvérsias.
O feito foi grande. Segundo jornais da época, pessoas encheram a Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central), ruelas da Lapa, janelas de edifícios e praças da zona portuária carioca. Quando Plauchut deu a partida no motor, os populares gritaram em coro seu nome. Afinal, os brasileiros nunca tinham visto tal fenômeno, apenas demonstrações de outros tipos de voo, como o que aconteceu no mesmo dia no bairro de São Cristóvão, quando uma aviadora espanhola decolou num balão bem na frente do jardim zoológico da cidade.
História pouco estudada
Mas, apesar da relevância do episódio, por quê ele caiu então no esquecimento? Henrique Lins de Barros, professor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e autor de Santos Dumont e a invenção do voo, explica que o início da história da aviação no Brasil praticamente não é estudado e muitos de seus detalhes, por permanecerem longe dos olhos da pesquisa, são deturpados e modificados ao longo do tempo.
Uma das poucas informações que circulam na internet sobre Edmond Plauchut, por exemplo, diz que ele teria sido mecânico de Santos Dumont. O trecho foi copiado e colado por inúmeras pessoas, aparecendo inclusive em uma monografia do curso de engenharia da UNB, defendida em 2009. “Não há qualquer relação entre Plauchut e Santos Dumont. Durante minhas pesquisas sobre Dumont não encontrei sequer nome parecido com o dele entre os mecânicos. Achei inclusive num site criado por uma neta ou bisneta de Plauchut um depoimento dela dizendo que isso tudo é um mal entendido”, comenta Henrique.
Desafios eram moda
A dificuldade de se encontrar registros do piloto se deve também ao fato de que, naquela época, teria sido comum a profusão de concursos efêmeros pelo mundo: nada era duradouro ou tinha uma frequência, o que tornou ainda mais difícil o interesse pelos acontecimentos esparsos. Henrique explica que a aviação só se consolidou como meio de transporte de passageiros – tal como conhecemos hoje – no fim da década de 1920. “No início, a aviação era um esporte, desafio fantástico. Um avião desses carregava uma pessoa, voava meia hora, era muito frágil. A situação só começa a mudar durante a Primeira Guerra, quando ele se estabelece como arma de combate e aí são desenvolvidos aviões maiores”, conta.
O professor ainda acrescenta que, ao fim do conflito mundial, em 1918, os aviões passam a carregar não só um ou dois passageiros, mas também pequenas cargas, como cartas. Daí para frente, a técnica da aeronáutica foi melhorando e, em 1927, já surgia no Brasil a Varig, fazendo transporte de pessoas entre Rio, São Paulo, Porto Alegre. A produção de aviões só ganhou força no Brasil mesmo durante a década de 1950, quando a criação do ITA alimentou o embrião da Embraer, hoje uma das maiores empresas aeronáuticas do mundo.
“O motor aumenta a velocidade, dá como que um arranco, corre cerca de cem metros, desprende-se do solo, baloiça e sobe em direção ao mar, perto de 200 metros. Os assistentes desse espetáculo, mudos à sua partida rompem em vivas e bravos o aviador Plauchut, desnorteando o cordão de guardas civis que em um instante cedeu. A massa popular precipita-se para o cais da Prainha, de onde momentos antes desatracara a lancha com a família do aviador, rumo à Ilha do Governador, e por sobre onde agora pairava Plauchut, a fender o espaço, atormentado pela chuva e sem quase poder avistar 500 metros avante, pelas nuvens que o cercavam”. (Jornal do Brasil, 23 de outubro de 1911, página 5)
Fonte:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/cem-anos-de-aviacao
Fonte:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/cem-anos-de-aviacao
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Francis Gary Power
Por: Francis Gary Power. (Famoso piloto da USAF, derrubado na Rússia em 1960.)
Existem dois tipos de pilotos, aqueles que levam em seu sangue a necessidade de voar, pelas mesmas razões que precisam dormir, comer ou respirar, e aqueles que o fazem pela tarefa, por obrigação ou por não ter outra alternativa. Esses últimos normalmente chegam à profissão por acaso ou outra forma não planejada. Os primeiros frequentemente tem a inquietude desde pequenos, quando viam nos aviões algo notável, místico, sublime, talvez muitos destes começam desde pequenos a construir modelos de aeroplanos, ou acumulando fotos e pôsteres ou qualquer outra coleção com motivos aéreos. Conheciam as especificações e dados de qualquer avião com riqueza de detalhes.
Quando crescem e têm a sorte de realizar seu sonho de criança, desfrutam plenamente do seu trabalho e sentem-se os homens mais sortudos do planeta.
Os pilotos são uma classe à parte de humanos, eles abandonam todo o mundano para purificar seu espírito no céu, e somente voltam à terra depois de receber a comunicação do infinito. Esse grupo conhece a diferença entre voar para sobreviver e sobreviver para voar. A aviação os ensina orgulho como também humildade e apesar de que voar é uma magia, eles caem voluntariamente vítimas de seu feitiço. Quando estão na terra, durante dias ensolarados, observam continuamente o firmamento com saudades de estar ali, durante dias chuvosos e nublados reveem os procedimentos de voo em suas mentes. O piloto sabe que o melhor simulador de voo esta em si mesmo, em sua imaginação, em sua atitude, porque a mente do piloto esta sempre acessivel a elementos novos e compreende que para voar é preciso acreditar no desconhecido.
No mais, os pilotos são homens lógicos, calmos e disciplinados, que pela necessidade precisam pensar calmamente, de outra maneira se arriscariam a perder violentamente a vida ao sentar-se na cabine. O verdadeiro piloto não amarra seu corpo ao avião, pelo contrário, através do amês ele amarra o avião a suas costas, em todo seu corpo. Os comandos da aeronave passam a ser uma extenção de sua personalidade, essa simples ação une o homem ao aparelho na simetria de uma só entidade, numa mistura única e inacreditável, cada vibração, cada som, cada cheiro tem sentido e o piloto os interpreta apropriadamente.
Não há dúvida de que o motor é o coração do avião, mais o piloto é a alma que o governa. Os pilotos não veem seus objetos de afeição como máquinas, ao contrário, são formas vivas que respiram e possuem diferentes personalidades, em alguns momentos falam e até riem com eles.
Esses seduzidos mortais percebem os aviões com uma beleza incondicional, porque nada etimula mais os sentidos de um Aviador que a forma esquisita de uma aeronave, não podem evitar, estão infectados pelo feitiço, e viverão o resto de suas vidas contemplados pela magia de sua beleza.
Para o piloto perceber um avião é como encontrar um familiar perdido, uma e outra vez.
Quando o destino trágico mostra sua inexorável presença e vidas se perdem em acidentes a essência do piloto se entristece pelo acontecido, mais não poderá evitar, talvez por infinito segundo, que a sombra do seu pensamento volte aos aparelhos, e um golpe de afeição pelo amigo caído seja inevitável.
Para o Aviador o som dos pistões é uma bela sinfonia, o som de um jato a síntese de força. Aviões perigosos não existem, somente não são pilotados adequadamente, para eles os aeroportos são altares ao talento humano. Ali se realizam diariamente os desafios e os milagres frente às energias da natureza e a força da gravidade. São lugares sagrados, onde o ritual de voar se exalta e se glorifica, de caminhos e fronteiras se encontram e o mundo fica pequeno, nos que se chora de alegria e também de tristeza, onde nascem esperanças e sucumbem ideais, onde o som do silêncio habitam as lembranças.
No ar o piloto esta em seu elemento, em sua casa, ao que pertence, é ali que ele se liberta da escravidão que o sujeitam na terra. É um dom de Deus que ele aceita com respeito e alegria. Este privilégio lhe permite escalar as prodigiosas montanhas do espaço, e alcaçar dimensões no firmamento que outros mortais não alcançarão. Este presente permite apreciar a perfeição do criador e o absurdamente pequeno humano.
Permite-lhe igualmente reconhecer que ninguém há visto a montanha dali, como sua sombra do céu. Distinguir uma pessoa que deu sua alma à Aviação é fácil, em meio à multidão quando um avião passa seu olhar volta-se imediatamente ao firmamento buscando-o e não descansará até que o veja. Não importa quantas vezes haja visto o mesmo avião, é preciso vê-lo novamente, é algo inconsciente e espôntaneo. Os pilotos talvez possam explorar os elementos físicos de voo, mas descrever o que ocasiona sua existência é impossível porque explicar a magia de voar esta além das palavras.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Oração para Aviadores
De: Manoel Bandeira
Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Santa Clara, clareai.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Lord, guard and guide, the men who fly
By, Mary C. D. Hamilton
Lord
guard and guide the men who fly
Through
the great spaces of the sky;
Be
with them traversing the air
in
darkening storms or sunshine fair.
Thou
who dost keep with tender might
The
balanced birds in all their flight,
Thou
of the tempered winds, be near,
That,
having thee, they know no fear.
Aloft
in solitudes of space,
Uphold
them with thy saving grace.
O
God, protect the men who fly
Thro lonely ways beneath the sky.
Amen
domingo, 30 de setembro de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Frase do dia
Uma vez que você tenha
experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu,
pois lá você esteve e para lá você desejará voltar " (Leonardo da Vinci)
domingo, 1 de abril de 2012
Frase do dia
Você
pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? "EU ADORO VOAR" Clarisse Linspector
- E daí? "EU ADORO VOAR" Clarisse Linspector
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